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Aproximando a TI das áreas usuárias

São quatro caminhos para o sucesso: crie um time de parceiros, forme centros de inovação, ajude a conectar os pontos e vá ao “chão da fábrica”. Neste post, você cliente, parceiro ou possível cliente, poderá conferir como alguns CIOs aproximam TI e negócios.

Ao visitar uma empresa de TI e/ou Telecomunicações nos dias de hoje, você irá ouvir apenas os sons dos dedos que martelam teclados de alguns poucos profissionais e o ruído contínuo e suave dos colaboradores da empresa. Todos os demais da equipe que responde ao CIO, não estará lá.

A orientação principal é que os profissionais de tecnologia rompam as barreiras dos departamentos e circularem pela empresa e pelo mercado de maneira a estabelecer uma relação próxima com os demais setores, com seus clientes e parceiros. Muitos líderes de tecnologia vem alcançando objetivos interessantes na relação com as unidades de negócio.

Na visão de um desses CIOs, “criar sinergias com os clientes internos é fundamental.”

“Essa é a diferença entre tocar um departamento percebido como o responsável pelos servidores e aquele que adiciona valor aos objetivos da companhia”, diz Jamier Cutler, CIO da companhia que atua no setor de óleo e gás QEP Resources.

O que fica claro nesse novo formato de atuação é que os profissionais de TI, que são capazes de entender seu papel na estratégia da organização são melhores em projetar sistemas que ajudem a apoiar a missão da organização. E a melhor maneira de fazer isso é colocá-los em contato cada vez mais direto com os usuários para quem precisam entregar ferramentas.

Pensando assim, surgem as quatro maneiras de estreitar ainda mais o relacionamento do time de tecnologia com seus clientes internos em favor dos clientes externos e parceiros.

– Criar um time de parceiros de negócios: esses colaboradores se relacionam com os demais departamentos da empresa. São encarregados unicamente de resolver problemas e conduzir as áreas usuárias a atingirem melhores resultados por meio do uso de ferramentas tecnológicas. Essa abordagem seguem o que a Método já realiza com colaboradores e mercado, considera pessoas, processos e tecnologias. É importante nesse caso, para fazer essa escolha, avaliar e valorizar atributos como habilidade de comunicação e capacidade de pensamento crítico para formação desse time que atua na linha de frente com o negócio.

– Formar centros de inovação: na Rede Universitária de Saúde (UHN, na sigla em inglês) de Toronto (Canadá), cada um dos nove programas especiais no hospital universitário tem um centro independente de inovação em TI, atuando como unidades de compartilhamento e gerenciamento de informações das iniciativas, e que se reporta a um departamento central de tecnologia. A transformação começou há mais de uma década, quando a organização de saúde percebeu que manter apenas uma unidade central de TI não era a melhor solução para as suas necessidades. Para começar, os departamentos clínicos necessitavam sistemas mais inovadores e os profissionais clínicos poderiam contribuir com o desenvolvimento de ferramentas mais criativas.

“O programa começou a construir e ampliar o conhecimento de tecnologia em diferentes nichos enquanto a TI centralizada encontrava-se ocupada demais para resolver”, comenta Jim Forbes, CTO da instituição. Atualmente, cada programa possui entre dois e seis especialistas com formação em tecnologia ou gestão de projetos. Esse formato construiu uma estrutura de governança que ajudou a apoiar padrões de TI, além de práticas e processos de gestão de mudança de maneira unificada a todos os grupos. Com isso unificado, há mais liberdade para desenvolver projetos com liberdade sem incorrer em sobreposições ou falta de unidade à entidade.

– Conecte os pontos: encontrar profissionais de tecnologia que querem interagir com as unidades de negócio é fundamental.

– Aproxime-se das pessoas: conectar-se com as divisões de negócio é um grande negócio. Na Valco, fabricante de equipamentos, os funcionários de TI gastam 60% de seu tempo interagindo diretamente com os 350 funcionários da companhia. Alguns desses profissionais tiram pelo menos metade de seu tempo realizando tarefas que não são diretamente relacionadas com tecnologia, como cuidando de projetos de expedição de produtos ou atendimento a clientes. Entender de todo o processo é fundamental. Ações como levar profissionais de tecnologia já nas primeiras reuniões de definição de projeto, permitindo que ouçam os problemas de uma fonte primária, fará toda a diferença no projeto final.

Essas ações atuando em conjunto, certamente colaboram para construir uma relação de credibilidade com o resto da organização.

Fonte: Computerworld – Portal de voz do mercado de TI e Comunicação (2014)

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